sexta-feira, 4 de maio de 2012

Do inferno para a felicidade - Capítulo 50


Chris: Eu já dei comida pra Lucy. A gente pode ir no restaurante de comida chinesa, né?
Carol: Me diz só uma coisa: onde a gente vai colocar a Lucy? Sentada nas almofadas do chão? -fiquei pensando em alguma solução- Vou ligar pra minha mãe. -Chris levantou o dedão em sinal de concordância
Tatiana: Alô?
Carol: Mãe, se não for te pedir muito, tem como você ficar com a Lucy enquanto eu e o Chris vamos almoçar?
Tatiana: Claro filha. Ela não tem mais que ser amamentada mesmo... Não esquece então de trazer as coisas pra fazer a mamadeira dela.
Carol: Claro. Muito obrigada. A gente chega aí daqui a pouco. -olhei pro Chris e ele estava sorrindo
Chris: Mais um momento nosso...
Carol: Amor, a gente não vai transar no restaurante. Que isso fique bem claro!
Chris: Sério?! -disse me zombando

Deixamos a Lucy na casa da minha mãe e fomos até o restaurante. Quando chegamos, vi Isabella almoçando com o Fellipe.

Carol: Que coincidência, não?
Isabella: Carol! Quanto tempo ein? -disse me abraçando- Desculpa pela minha última ligação. Eu estraguei tudo? -sussurrou no meu ouvido
Carol: Felizmente, não. -sorri- Depois eu te ligo, pra gente marcar alguma coisa, tá?
Isabella: Não esquece! -sorriu

Continuamos andando em direção a nossa mesa. Sentamos nas almofadas e o garçom logo chegou para fazermos o pedido. Tivemos um ótimo almoço. Conversamos bastante, sem ninguém nos atrapalhar. Nem o telefone, nem a Lucy chorando ou a Isabella, né. Quando estávamos saindo do restaurante, liguei para minha mãe, avisando que já estava indo lá para pegar a Lucy. Porém, ela disse que era pra deixá-la lá, pois estava dormindo como um anjo e também, que havia muito tempo que não ficava assim com a neta. Aceitei e fomos para casa.

Carol: Amor, eu vou tomar banho, tá?
Chris: Não esquece do meu trófeu.
Carol: Venha pegá-lo então.

Ele foi atrás de mim até o banheiro e tiramos nossa roupas para tomarmos banho juntos. Ele me segurou pela cintura e começou a me beijar. Chris terminou de tomar banho e saiu pro quarto.

Chris: Estou te esperando lá. -piscou e sorriu

Quando terminei, coloquei a minha camisola. Fui para o quarto, abri a porta e vi o Chris deitado na cama vendo televisão.

Carol: Desistiu do troféu? -deitei na cama de comecei a beijá-lo do pescoço
Chris: Claro que não!

Ele virou pra mim e começou a me beijar, já nu. Me colocou mais perto dele e pude sentir o seu membro já ereto. Estávamos cheios de tesão, com toda certeza. Ele foi levantando a minha camisola e percebeu que eu nem mesmo coloquei a calcinha.

Carol: Para dar menos trabalho. -sorri maliciosamente

Ele separou minhas pernas uma da outra e começou a passar a mão na minha virilha, chegando cada vez mais perto da minha intimidade. Quando ele a tocou, entrelacei-o com minhas pernas fazendo com que nossas intimidades se tocassem, mas sem que ele me penetrasse. Ele colocou dois dedos dentro da minha intimidade e comecei a gemer. Senti meu corpo perder a estabilidade e me abracei nele, com as pernas ainda em volta dele. Ele tirou os dedos e me penetrou. [...]

Acordei e estávamos grudados um no outro. Passei a mão pelo corpo dele, como ele havia feito comigo no dia anterior. Ele abriu os olhos, sorriu e me deu um selinho.

Chris: Bom dia!
Carol: Ótimo dia! -dei um beijo nele
Chris: Ontem, quando você estava no banho, fechei todas as cortinas da casa. Então se você quiser sair nua pela casa, não tem problema. -comecei a rir e ele riu junto comigo
Carol: Você é um palhaço mesmo. -dei um selinho nele

Levantei nua, sem o lençol. E fui andando até a porta do quarto.

Carol: Vou fazer meu café. -sorri

Ele rapidamente levantou, trazendo o lençol e me enrolou nele.

Carol: Você não disse que tinha fechado as cortinas?
Chris: Eu fechei, mas não precisa fazer isso. Era só por precaução. -sorri e me beijou

Me enrolei no lençol e fui até a cozinha. Fui fazendo o café e o chamei, quando tudo estava pronto. Ele desceu, somente de cueca, com seu abdômen perfeito à mostra.

Carol: Ainda bem que eu não abri as cortinas... -sorri
Chris: Eu não estou nu.
Carol: Mas não quero compartilhar o seu abdômen com nenhuma vizinha tarada.
Chris: Ótimo, agora não podemos ir a praia nem a piscina? -arregalou os olhos
Carol: Podemos. Mas você de cueca e com esse abdômen, não compartilho com ninguém. -sorri

Começamos a nos beijar, ele se enrolou no lençol junto comigo e agarrou minha bunda.

Carol: Vamos tomar café. -sorri
Chris: Ah, não faz isso! -riu
Carol: Faço. -sorri- Sério, eu tô com fome. -dei um selinho nele

Sentamos na mesa para tomar café e o telefone tocou.

Chris: Alô?
Sandi: Achei que você tivesse morrido. Nem liga pra mim!
Chris: Ah mãe, para com isso. Eu sei que vocês estavam viajando.
Sandi: Quem te disse?
Chris: Eu fui aí pegar umas coisas e não tinha ninguém. Daí achei um bilhete pra empregada dizendo que vocês tinham viajado. Fim.
Sandi: Podemos almoçar juntos hoje? Traz a Carol e a Lucy.  A Caitlin tá com saudade delas.
Chris: Tá, a gente vai. Beijo.
Sandi: Beijos, meu filho.

Ele desligou.

Carol: Vamos aonde?
Chris: Almoçar com a minha família.
Carol: Ah não! Eu falei pra minha mãe que ia almoçar com ela...
Chris: Sério?
Carol: Não. -ri- Vou colocar uma roupa pra gente ir buscar a Lucy.
Chris: Agora?
Carol: Chris, são 11h30.
Chris: Agora. -sorriu e me deu um selinho

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domingo, 29 de abril de 2012

Do inferno para a felicidade - Capítulo 49


Deitamos na nossa cama e curtimos o nosso tempo sozinhos.

Chris: Podemos relembrar os bons dias? Ou melhor, noites.
Carol: Chris!
Chris: Que foi? -sorriu
Carol: Se a Lucy não acordar... -sussurrei no ouvido dele

Ele colocou a mão na minha cintura e me puxou para mais perto dele. Começou me beijando na boca e depois foi descendo para o pescoço. Senti uma tesão que já não sentia há um tempo. Mais precisamente, desde a última vez que a gente transou. Ou seja, quando eu descobri que estava grávida. O meu celular tocou. Número desconhecido.

Carol: Deixa tocando... -disse entre as fortes respirações
Chris: Pode ser sua mãe, sobre o seu pai.
Carol: Mas o número é desconhecido.
Chris: A gente não pode arricar nada sobre esse assunto.

Apesar de eu não querer parar, ele tinha razão. Podia ser alguma coisa importante. Levantei da cama e fui atender a porcaria do telefone.

Carol: Alô? -fui andando até o corredor
Isabella: Carol, é só pra você saber meu número novo. Eu perdi o meu celular velho, pra variar um pouco.
Carol: Isabella, eu vou te matar. -disse dando pausas entre cada palavra
Isabella: O que eu fiz?
Carol: Eu estava ocupada.
Isabella: Tava amamentando a Lucy?
Carol: Não! Ocupada com outra coisa.... -minha entonação no "outra" fez com que ela entedesse
Isabella: Ah, meu Deus! Me perdoa! Sério! Da próxima vez eu te mando uma mensagem. Mas, já que estou falando com você, como você tá?
Carol: Eu tô ótima, Chris tá ótimo, Lucy tá ótima. Beijo.
Isabella: O negócio tava bom ein? -riu
Carol: Tchau Isabella... -ri e desliguei

Voltei para o quarto.

Chris: Era sua mãe?
Carol: Não, era a Isabella. Pra avisar que é o número novo dela... -ele fez cara de tédio- É, eu sei. Eu vou matar ela por isso. -e deitei em cima dele, voltando a beijá-lo

Já que estávamos morrendo de tesão e não tínhamos muito tempo garantido, começamos a tirar nossas roupas. Tirei minha blusa, meu sutiã e meu short, enquanto ele tirava a blusa, a calça e a cueca. Ele me puxou e não tive tempo de tirar minha calcinha. Deitei nele, ele apertou minha bunda e tirou a calcinha. [...]

Acordei com o Sol batendo no meu rosto. Odeio essa sensação. Mas logo, senti o Chris passando a mão pelo meu corpo e esqueci completamente do Sol.

Chris: Bom dia, meu amor. -me deu um beijo, um beijo longo
Carol: Bom dia, amor. -disse no meio do beijo

Ouvimos um choro e eu levantei da cama correndo, esquecendo completamente que estava totalmente nua.

Chris: Seria legal se você deixasse a visão do seu corpo só pra mim e não compartilhar com os vizinhos, né?
Carol: Ah, é mesmo. Eu esqueci. Já me acostumei a levantar correndo com a Lucy chora. E sabe, normalmente eu tô de roupa.
Chris: A Lucy escolheu o primeiro dia dela pra dormir a noite toda muito bem... -me mandou um beijo e eu mandei de volta

Coloquei a minha camisola sem calcinha mesmo e fui até a Lucy.

Carol: Você quer tomar um banho, não quer minha linda? -sorri

- 1 ano se passou - 

Ouvi o telefone tocando.

Carol: Alô?
Detetive: Eu sei que demorou, mas eu finalmente consegui a gravação perfeita. Posso ir na sua casa agora?
Carol: Claro! Com certeza.

Sentei no sofá nervosa, pois tinha medo do que ele ia me mostrar sobre o meu pai. E um pouco depois, ouvi a campainha. Levantei do sofá, quase correndo para atendê-lo.

Detetive: Descobri o que o seu pai quer com a sua filha.
Carol: Por favor, Alexander.
Detetive: Desculpa.
Carol: Não tem problema. -sorri
Detetive: Enfim, ele quer drogas. Ele quer sequestrar a Lucy, como vocês temiam. O plano dele é pegar a Lucy, entregar pra um bandido e em troca, ele vai ganhar quilos e quilos de todo tipo de droga existência. Ele tá totalmente sem dinheiro. Ele mesmo disse pro bandido que já faz um ano e meio que ele não se droga. Ele está em total abstinência!
Carol: Por que a Lucy? Que monstro!
Detetive: Calma. Eu filmei ele contando tudo isso para o bandido. Estou indo até a polícia. Você quer ir também?
Carol: Você se importaria se eu ficasse aqui? O Christian não está em casa e eu não quero levar a Lucy para uma delegacia...
Detetive: Não, claro que não. Você pode ficar.
Carol: Obrigada.
Detetive: Então eu já vou. Quero entregar isso para a polícia o quanto antes.

- Na semana seguinte... -

Carol: Nada vai acontecer a você, minha filha. -disse segurando-a no colo- Alexander foi condenado à pena de morte. Você está segura! -Chris me abraçou por trás
Chris: A gente podia ir num restaurante hoje. O que você acha? Eu deixo você escolher!
Carol: Pode escolher, amor.
Chris: Comida chinesa?
Carol: Se você conseguir dar comida à Lucy, eu te dou um troféu.
Chris: Pode ser sexo em vez de um troféu?
Carol: Hm, pode. -dei um beijo nele
Chris: Podemos ir?
Carol: Vou pegar as coisas da Lucy.

Desci a escada com as coisas da Lucy e vi o Chris dando comida pra ela.

Carol: Você não queria sexo?
Chris: Você disse que se eu conseguisse dar comida à ela, eu ganhava sexo... Tô dando comida.
Carol: Engraçadinho.
Chris: Só interpretei suas palavras muito bem.
Carol: Ok professor, podemos ir?
Chris: Já. -ele tirou a Lucy da cadeira de bebê e fomos para o carro

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Esse capítulo ficou maiorzinho, né? [= Gostei dele. Sei lá... haha

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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Do inferno para a felicidade - Capítulo 48


Quando cheguei em casa, encontrei o Chris fazendo de tudo para Lucy dormir, mas ela só chorava.

Carol: Por que você não me ligou?
Chris: Achei que fosse conseguir colocar ela pra dormir bem rápido. Mas não... E eu não queria te incomodar. -sorri e dei um selinho nele
Carol: Ela dormiu agora pouco. Eu vou amamentá-la e depois você pode dar banho?
Chris: Claro, sem problemas.
Carol: Ótimo, porque eu preciso de um banho também.
Chris: Mas, sobre o que você e sua mãe conversaram?
Carol: Depois do meu banho, a gente conversa, pode ser? Se não essa menina vai cansar de tanto chorar... -disse e dei um beijo na bochecha dela.

Fiquei bastante tempo amamentando a Lucy, pois ela estava com bastante fome. Assim que o Chris aparece para dar banho nela, eu me levantei e fui tomar o meu banho.
Tomei um longo banho para esfriar a cabeça sobre as coisas que aconteceram no dia de hoje. Pensando por que o meu pai voltou agora. Qual é o interesse dele em ver a Lucy, e se ele ainda mexe com drogas. Sobre a última opção, eu quase não tenho dúvidas. Minha mãe uma vez me disse que ele já se drogou com tudo possível, pois quando não achava uma droga, ia para outra. E assim por diante. Ela disse que ele já experimentou drogas muito fortes, então acho difícil que ele tenha perdido o vício, já que ele nem tem essa vontade. E muito menos, dinheiro para se internar. Todo o dinheiro que ele ganha no trabalho, (se é que ele ainda tem um) ia para as drogas. Apesar de ter o achado um tanto quanto normal quando o vi, (sem olheiras, sem mal cheiro, ou qualquer outra coisa que você vê em um drogado) sim, ainda acho que ele se droga.

Terminei o banho e fui para a cama. Encontrei o Chris deitado lá e ele disse que a Lucy havia dormido.

Carol: Minha mãe disse que aquele homem é mesmo o meu pai.
Chris: O que ele quer aqui, afinal?

Expliquei tudo à ele. Citei todas as opções que eu ou minha mãe pensamos do motivo dele estar aqui.

Chris: Mas por que a Lucy? É meio idiota da parte dele achar que se ele simplismente aparecer aqui pedindo para ver a Lucy, nós iremos deixar.
Carol: Mas, o que você acha que podemos fazer?
Chris: E se nós colocássemos um detetive atrás dele? Se ele está tramando algo com alguém para sequestrar a Lucy, o detetive vai gravar, nos mostrar tudo e podemos colocá-lo na cadeia. O que você acha?
Carol: Sabe, parece uma boa ideia. Já que não tenho nenhuma melhor. Vamos fazer isso!

Uma vez, minha mãe colocou um detetive atrás do meu pai, para saber se ele ainda se quer estava vivo, pois ela achava (bem no início) que eu devia conhecê-lo, porém logo ela mudou de ideia.

Carol: Minha mãe ainda deve ter o telefone do detetive que ela usou pra ir atrás do meu pai.
Chris: Quando sua mãe o contratou, ela conseguiu achar seu pai?
Carol: Sim, mas demorou alguns meses, e aí ela já tinha desistido da ideia dele me conhecer.
Chris: Então liga pra ela.

Liguei para minha mãe e expliquei a nossa ideia. Ela na mesma hora, foi procurar o cartão que tinha do detetive e nos deu o telefone para contratá-lo.

Tatiana: Boa sorte!
Carol: Vai dar tudo certo mãe.

Liguei para o número que a minha mãe me deu e o contratei. Ele disse que pode demorar um tempo, mas que ele consegue sim, descobrir os planos do meu pai.

Detetive: Achar uma pessoa perdida no mundo como sua mãe me pediu uma vez, é muito mais difícil e eu achei. Confie em mim, vou descobrir tudo e filmar.
Carol: Muito obrigada.

Agora, bastava esperar. Só isso. Não havia mais nada a fazer, só proteger a Lucy e ficar sempre por perto dela, para que nada de mal a aconteça.

Chris: Sabe, apesar do seu pai ser esse mau caráter, fico feliz em saber que ele nasceu e conheceu sua mãe.
Carol: Por que?
Chris: Porque sem ele, você não estaria aqui. E o que seria de mim sem você? -sorri
Carol: Você continua sendo a pessoa mais perfeita de todo esse mundo! -e o beijei

Fazia tempo que não o beijava desse jeito, desde quando a Lucy nasceu. Nós agora passamos muito tempo cuidando dela e não temos tempo só para nós dois. Mas apesar disso, fico feliz de tê-la, pois ela é o maior presente que o Chris ou qualquer um poderia algum dia me dar.

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Gostaria de agradecer à Bruninhaa Machado pelo elogio. Muito obrigada, linda. [=

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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Do inferno para a felicidade - Capítulo 47


Tatiana POV

Ouvi a campainha tocar e fui atender. Agora que a Carol foi morar com o Christian, me sinto tão sozinha que adoro quando tocam a campainha, pois vou ter alguma companhia. Porém dessa vez quando abri a porta, quase desmaiei.

Alexander: Saudades?
Tatiana: O que você tá fazendo aqui? Achei que você nunca fosse voltar, e realmente rezava por isso.
Alexander: Soube que nossa neta nasceu.
Tatiana: Você não tem filha e muito menos neta.... E afinal, quem foi que te disse isso?
Alexander: Isso não importa! Eu quero visitar a nossa neta, mas a nossa filha não quer me deixar vê-la.
Tatiana: Faz ela muito bem... Espera aí! Você foi na casa da MINHA filha? _ênfase no "minha"
Alexander: Fui, e ela não me deixou nem entrar direito. E disse que não acredita que eu sou o pai dela.
Então, quero que você vá lá e diga que sou sim o pai dela.
Tatiana: Eu não vou fazer isso. Você não é o pai dela. Depois de ter me abandonado grávida, agora você decidiu que quer sim ter uma filha? Não é assim que funciona...
Alexander: Eu acho bom, -ele segurou o meu pulso- você dizer pra ela que sou o pai dela. Porque quero ver minha neta. Entendeu? Se não fizer isso, vai sofrer...
Tatiana: Mas o que você quer com ela? Por que todo esse interesse? ...
Alexander: Você não tem nada a ver com isso mulher! -tirou uma faca do bolso- Estou dizendo, se não confirmar que sou o pai dela, vai sofrer. Você não vai nem poder ver sua neta fazer 1 ano.

Ele guardou a faca no bolso, soltou o meu pulso e abriu a porta, para sair. Fui para a cozinha, para beber água e tomar coinsciência do que havia acontecido. Não conseguia acreditar que ele realmente estava ali. Ele praticamente ressurgiu dos mortos. Achei que nunca mais fosse vê-lo. E pro meu azar, estava errada. Muito errada! ...

Carol POV: 

Ouvi o telefone tocando, mas como estava colocando a Lucy pra dormir, deixei pro Chris atender. Quando saí do quarto e fui até a sala, ele me avisou que minha mãe havia me ligado. E que pediu para que ligasse pra ela quando eu pudesse. Fui até o telefone e liguei para ela.

Tatiana: Alô?
Carol: Oi mãe!
Tatiana: Eu preciso muito falar com você. -ênfase em "muito"
Carol: O que houve?
Tatiana: Não dá pra eu falar sobre isso no telefone. Tem com você vir aqui?
Carol: Agora?
Tatiana: Quanto antes melhor!
Carol: Tá, então eu vou agora mesmo. Daqui há 30 minutos eu tô aí.

Eu morava relativamente perto da minha mãe.

Carol: Amor, eu vou na casa da minha mãe e já volto. Se a Lucy acordar e quiser leite, me liga, tá? Já volto. -e saí

Chegando lá, toquei a campainha e ela logo atendeu, assustada.

Carol: Mãe, o que foi que aconteceu?
Tatiana: O seu pai veio aqui. E sim, o homem que foi na sua casa é sim o seu pai.
Carol: O que ele veio fazer aqui? Depois de tanto tempo? ...
Tatiana: Não sei, mas ele deve estar interessado em alguma coisa porque ele está realmente querendo ver a Lucy. Ou então, a Lucy tem alguma coisa que pode fazer ele feliz...
Carol: Como assim?
Tatiana: O Alexander não é do tipo carinhoso e que voltaria porque a neta nasceu. Ele nem esperou você nascer para ir embora. Alguma coisa a Lucy pode trazer a ele, mas eu não sei o que é.
Carol: Acha que ele poderia por exemplo, matar a Lucy?
Tatiana: Do Alexander eu espero TUDO! Até matar a própria filha ou neta. Principalmente se drogas estiverem em jogo.
Carol: Então acha que ele vai usar a Lucy para conseguir drogas?
Tatiana: Sim.
Carol: Mas, o que ele veio fazer aqui? Só te pedir pra dizer que ele é meu pai?
Tatiana: É, e que se não contasse, eu iria sofrer. Mas acho que se ele não conseguir ver a Lucy, que é o grande objetivo dele, ele pode nos fazer sofrer também. Mas não fica preocupada. A gente vai dar um jeito. Sempre tem um jeito de sair dessa com o seu pai. Nem que seja comprar drogas pra ele.
Carol: Mas mãe... -ela me cortou
Tatiana: Eu sei que é errado. Mas não posso arriscar a sua vida e a vida da Lucy. Agora, volta pra casa e vai ficar coma sua filha.
Carol: Você vai ficar aqui sozinha?
Tatiana: Na verdade, antes de você chegar uma amiga minha ligou e disse que ia vir aqui fazer uma visita. Então, não vou ficar sozinha. Pode ficar tranquila.
Carol: Vou tentar. -ela me abraçou e saí de lá

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Gente, eu sei que eu demoro a postar, é porque eu sempre peço uma certa quantidade de comentários, porque se não ninguém comenta. Mas eu vou parar de pedir a quantidade de comentários, ok?

Mais uma coisa, eu tenho estado sem vontade de postar, porque ninguém comenta, nem nada.... Então a fic já deve estar terminando.


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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Do inferno para a felicidade - Capítulo 46


Horas se passaram e a Isabella ainda estava aqui em casa, conversando comigo.

Carol: Mas e aí, feliz por estar namorando o Fellipe em vez do Kadu?
Isabella: Você pode achar que não, mas sim... O que eu tive pelo Kadu foi só vontade de ficar e tal. Pelo
Fellipe é diferente.
Carol: Só não fica grávida, tá? -ri
Isabella: Eu não falei nada disso.
Carol: Mas pensou... -encarei-a
Isabella: Talvez.
Chris: Desculpa interromper, mas tem uma pessoa querendo falar com você lá embaixo...
Carol: Alguém que você não conhece? É lá da escola?
Chris: Não. É um adulto.

Desci as escadas estranhando o fato de um homem estar indo me visitar. Abri a porta.

XxXx: Oi.
Carol: Oi.
XxXx: Eu estou procurando pela Carolina. Vim visitar a filha dela.
Carol: Prazer, sou eu. Mas, quem é você?
XxXx: Sou seu pai.
Carol: Você é quem? -gritei espantada
Alexander:  Me chamo Alexander e sou seu pai.
Carol: Não me importa... Você não liga pra mim, você abandonou minha mãe. E, será que é mesmo meu pai?
Alexander: Sim. Quer que eu pegue a identidade?
Carol: De que adianta? Eu não sei o nome do meu pai de verdade. Felizmente, minha mãe não se preocupou em compartilhar isso comigo e nem eu pedi, então...
Alexander: Quer que eu a chame para confirmar que sou seu pai?
Carol: Pra que? Pra ela relembrar tudo de ruim que você fez? Não, obrigada.
Alexander: Eu sou seu pai. Eu juro!
Carol: Então prove! Ah, esqueci. Você não tem como provar. Nem me viu nascer, não sabe nada sobre mim.
Alexander: Sei que tem uma filha.
Carol: Pouco me importa!
Alexander: Eu vou falar com a sua mãe. Está decidido. Eu quero ver a minha neta!
Carol: Espere sentado!

Bati a porta. Sentei no sofá e apoiei minha cabeça na minha mão, deixando lágrimas caírem.

Chris: O que houve?
Carol: Eu não sei se é verdade, mas aquele homem tava dizendo que era o meu pai e que queria ver a Lucy. -estava chorando
Chris: Mas e aí? Ele vai voltar?
Carol: Ele disse que ia pedir pra minha mãe confirmar que ele é meu pai. Se ele é mesmo o meu pai, o que tá fazendo aqui? Depois de tudo que fez. Ele nem esperou eu nascer, Chris. Ele foi embora, me abandonou e a minha mãe também. O que ele quer agora?
Chris: De repente ele só quer te ver, ver a Lucy.
Carol: Não acha que ele teve muito tempo pra isso?
Chris: É, acho que sim...
Carol: E o que diabos então ele quer? -Chris secou minhas lágrimas
Chris: Mas, por que você tá chorando?
Carol: Não quero que ele magoe minha mãe de novo quando for falar com ela.
Chris: A sua mãe é forte. Vai ficar bem...
Carol: Assim espero.

--- 3 comentários ---

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